WebRádio Trindade Santa

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Como realizar um Estudo Bíblico?

biblia
Pe Paolo Cugini

Premissas
- Um estudo da Bíblia deve ter como pressuposto básico um dado bíblico fundamental, ou seja, antes de tudo a Bíblia deve ser escutada. É este o principio que encontramos no Livro do Deuteronômio: “Escuta o Israel: JHWH nosso Deus é o único JHWH” (Dt 6,4). Se o estudo Bíblico, que uma comunidade quer realizar, tem como objetivo principal ter um conhecimento mais aprofundado da Palavra de Deus, então para alcançar isso não tem outro meio que este: se colocar a escuta da Palavra.
- Por isso um estudo bíblico não pode ser mensal, mas sim semanal. A Palavra de Deus deve poder entrar e moldar a nossa vida corriqueira, o nosso dia a dia em todos os seus aspectos. Para isso acontecer é necessário manter um ritmo o mais possível humano, ligado aos ritmos da vida humana.
- Terceiro elemento importante para o bom andamento de um Estudo Bíblico é a calma. A Palavra de Deus exige tempo e silêncio. Não se aprende a Palavra de Deus estudando de uma forma compulsiva. A Bíblia exige uma lenta e constante assimilação, pois Ela se revela a quem quiser e quando quiser. Perante a Bíblia somos todos discípulos, pois não existe ninguém que possa se enaltecer a mestre.
- Os métodos para aprofundar a Bíblia em grupo são tantos. Pela nossa experiência e por tudo aquilo que foi colocado anteriormente, achamos como mais viável uma leitura seqüencial da Palavra de Deus. A comunidade escolhe o livro que quer aprofundar e depois, semana depois de semana, procede na leitura e no estudo dos capítulos do livro escolhido. É dentro esta leitura seqüencial que são aprofundados os temas que a Sagrada Escritura oferece. Neste sentido percebe-se a importância do método: não é o grupo que escolhe os temas, mas sim é a Sagrada Escritura que dita os assuntos para serem aprofundados. Neste sentido se percebe como também o método de estudo escolhido ajuda a viver o Espírito da Palavra de Deus, que é misteriosa e exige obediência e docilidade.
Esquema de um encontro de estudo bíblico
a. Oração inicial. Não podemos pensar de entender a Palavra de Deus sem antes não criar um clima espiritual com o inspirador deste livro. Esta oração inicial pode ser uma invocação ao Espírito Santo, um Pai Nosso ou outra oração que possa ajudar o pessoal a se preparar espiritualmente para o momento de estudo bíblico.
b. Leitura do texto. O texto a ser lido dentro do Estudo Bíblico deveria ser seqüencial, ou seja, cada vez um capitulo do livro escolhido para ser estudado. O grupo ou a comunidade reunida para o estudo, no começo deveria decidir o livro da Bíblia a ser estudado e, depois, cada vez que se reúne, escutar um capitulo do livro escolhido.
c. Silêncio. Depois da leitura de um capitulo da Palavra é bom deixar um espaço de silêncio para permitir a cada pessoa presente ao estudo de reler o texto, assimilá-lo, tentar de entender aquilo que o texto quis dizer. A Palavra para ser interiorizada exige silêncio. Além disso, o objetivo do Estudo Bíblico é colocar as pessoas a contato direto com a Palavra de Deus. Por isso, o momento do silêncio, é de suma importância para o bom funcionamento do Estudo Bíblico, pois é neste momento que cada pessoa tem a chance de se colocar perante a Palavra de Deus para saborear a sua profundeza.
d. Partilha. É sem duvida um momento de grande importância, pois acreditamos que o Espírito Santo fala no coração de cada pessoa e, então, todos e todas devem ter a possibilidade de partilhar como os outros.
e. Síntese. É necessário que tenha alguém com um pouco mais de conhecimento bíblico que, antes de terminar o momento de estudo, saiba fazer uma síntese, não apenas dos conteúdos colocados na partilha, mas também oferecendo um conteúdo mais aprofundado do texto escutado. Em outras Palavras, é neste momento que a pessoa responsável do Estudo Bíblico deve saber apresentar uma interpretação eclesial e contextualizada da Palavra de Deus, atento também ás contribuições dos métodos exegéticos que a Igreja aconselha.
f. Oração final. O Estudo Bíblico deve terminar do jeito que começou, ou seja, com a oração para também dar o sentido que aquilo que está acontecendo no grupo o na comunidade, é algo de espiritual e não um mero estudo técnico.

SANTO DO DIA - EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ - 14 DE SETEMBRO





Nos reunimos com todos os santos, neste dia, para exaltar a Santa Cruz, que é fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus, por isso :
"Nós, porém, pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos " (I Cor 1,23)
Esta festividade está ligada à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma, construída sobre o Monte do Gólgota e outra, no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e ressuscitado pelo poder de Deus.
A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio. Graças a Deus a Cruz está guardada na tradição e no coração de cada verdadeiro cristão, por isso neste dia, a Igreja nos convida a rezarmos: "Do Rei avança o estandarte, fulge o mistério da Cruz, onde por nós suspenso o autor da vida, Jesus. Do lado morto de Cristo, ao golpe que lhe vibravam, para lavar meu pecado o sangue e a água jorravam. Árvore esplêndida bela de rubra púrpura ornada dos santos membros tocar digna só tu foste achada".


Oração à Exaltação da Santa Cruz


Do Rei avança o estandarte, fulge o mistério da Cruz, onde por nós suspenso o autor da vida, Jesus. Do lado morto de Cristo, ao golpe que lhe vibravam, para lavar meu pecado o sangue e a água jorravam. Árvore esplêndida bela de rubra púrpura ornada dos santos membros tocar digna só tu foste achada". Amém


"Viva Jesus! Viva a Santa Cruz!"

Santa Cruz, sede a nossa salvação
!

EVANGELHO 14 DE SETEMBRO DE 2011.

Ano A - Dia: 14/09/2011



Seu Filho único

Jo 3,13-17

Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu: o Filho do Homem. Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também será levantado o Filho do Homem, a fim de que todo o que nele crer tenha vida eterna". De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

SANTO DO DIA - SÃO JOÃO CRISÓSTOMO - 13 DE SETEMBRO




Doutor da Igreja, Boca de Ouro, Alma de Anjo e Coração de Pai. É o santo que celebramos neste dia: São João Crisóstomo. Nascido de família distinta, em Antioquia no ano 348. Depois da morte do pai, sua jovem mãe tratou de providenciar os melhores professores deste amado menino.
João nasceu com alma monástica, tanto que, por duas vezes passou anos no silêncio do deserto; por causa da precária saúde voltou da vivência religiosa mais retirada e em Antioquia foi ordenado sacerdote. Famoso devido ao seu dom de comunicar a Palavra de Deus, Crisóstomo não demorou a abraçar a cruz do governo pastoral da diocese de Constantinopla, já que o imperador fez de tudo para isto.
Ao perceber a má formação do clero, entregue à ambição e à avareza, o santo começou a exigir vida de pobreza e simplicidade evangélica daqueles que precisavam ser exemplo para o rebanho.
Devido aos naturais atritos com o clero e fervorosas pregações contra o luxo e imoralidades da vida social, São João teve problema com a imperatriz Eudóxia, que começou o movimento causador dos seus dois exílios, sendo que no último, os sofrimentos da longa viagem e os maus tratos foram mortais! Amado pelo povo e respeitado por todos, São João Crisóstomo morreu em 407 e deixou, além do belo testemunho dos dez anos de pontificado, suas últimas palavras as quais resumiram sua vida:"Glória seja dada a Deus em tudo!".


Oração à São João Crisóstomo



Creio, Senhor e confesso, que em verdade Tu És Cristo, Filho de Deus vivo e que vieste ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o primeiro. Creio ainda que este é o Teu Puríssimo Corpo e que este é o Teu próprio precioso Sangue. Suplico-Te, pois, tem misericórdia de mim e perdoa-me as minhas faltas voluntárias e involuntárias, que cometi por palavras ou ações, com conhecimento ou por ignorância, e concede-me sem condenação receber Teus puríssimos Mistérios para remissão dos pecados e para a vida eterna. Da Tua Ceia Mística, aceita-me hoje como participante, ó Filho de Deus; pois não revelarei o Teu Mistério aos Teus inimigos, nem Te darei o beijo como Judas, mas como o ladrão me confesso: lembra-Te de mim, Senhor, no Teu Reino, Que não seja para meu juízo ou condenação, a recepção de Teus Santos Mistérios, Senhor, mas para a cura do corpo e da alma… Amém.




São João Crisóstomo, rogai por nós!

EVANGELHO 13 DE SETEMBRO DE 2011.

Ano A - Dia: 13/09/2011



Levanta-te

Lc 7,11-17

Em seguida, Jesus foi a uma cidade chamada Naim. Os seus discípulos e uma grande multidão iam com ele. Quando chegou à porta da cidade, coincidiu que levavam um morto para enterrar, um filho único, cuja mãe era viúva. Uma grande multidão da cidade a acompanhava. Ao vê-la, o Senhor encheu-se de compaixão por ela e disse: "Não chores!" Aproximando-se, tocou no caixão, e os que o carregavam pararam. Ele ordenou: "Jovem, eu te digo, levanta-te!" O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. Todos ficaram tomados de temor e glorificavam a Deus dizendo: "Um grande profeta surgiu entre nós", e: "Deus veio visitar o seu povo". Esta notícia se espalhou por toda a Judéia e pela redondeza inteira.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Lectio Divina - Leitura Orante da Bíblia

O que é a Lectio Divina? - Não é fácil traduzir literalmente e com exatidão a expressão latina “Lectio Divina”. Habitualmente é chamada de Lição Divina ou leitura orante da Palavra de Deus. Trata-se de uma leitura atenta e sem pressa. Cada dia é meditado e contemplado um texto escolhido e preparado de antemão. Tal leitura não tem apenas a finalidade de satisfazer a curiosidade intelectual do leitor. Ela tem como objetivo alimentar a vida de fé do cristão, fortalecer a união com Deus e animar o apostolado. O vaticano II, na Constituição Dogmática “Dei Verbum”, sobre a Revelação Divina diz que: - “A Lectio Divina é a escuta religiosa e piedosa da leitura sagrada da Escritura” (DV 10). Pressupõe sempre uma atitude de fé orante e abertura de coração.
O encontro: - A leitura orante da Sagrada Escritura sempre tem sido o lugar preferido para o encontro com Deus. É a chamada “Lectio Divina”. Mas, “Lectio” não significa ler a Bíblia somente para adquirir conhecimentos ou obter informações. Trata-se de um encontro profundo e íntimo com Deus que se dirige a nós através da Palavra. É na Palavra que sentimos a unidade e a essência de Deus. No encontro com Deus encontro a mim mesmo de uma maneira nova. Santo Agostinho diz: - “A Palavra de Deus se opõe à tua vontade enquanto não te tornar artífice de tua salvação. Na medida em que tu mesmo fores o teu inimigo, também a Palavra de Deus o será. Torna-te amigo de ti mesmo e também a Palavra de Deus estará em harmonia contigo” (Sermão 110,3). Na medida em que compreendo a Palavra de Deus, compreendo a mim mesmo de uma maneira nova. Compreender o texto bíblico é compreender os meus limites.
O amor à Palavra: - Para a pessoa de fé, a Bíblia é o “Livro de Deus”. Quem segue a Cristo recorre sempre à Sagrada Escritura para encontrar a “Água viva da salvação”. É na escuta atenta da Palavra de Deus que o amor misericordioso e a compaixão vão sendo aprimorados. É sempre o Espírito Santo que suscita o amor e adesão à Palavra. Além do mais, a leitura atenta da Palavra sempre leva à oração e intimidade com o Senhor. É impossível compreender a leitura orante sem chegar à oração, em todas as suas formas e expressões, tais como: - súplicas, hinos, ação de graça, invocações, louvores, pedidos de perdão... Assim, a Lectio Divina passa a ser uma Palavra rezada e não apenas lida. É uma assimilação lenta do texto bíblico, onde a pessoa orante escuta atentamente a voz do Pai e volta o seu olhar e o seu coração para ele.
A escuta da Palavra: - No Antigo Testamento, uma das características peculiar da religião hebraica é, sem dúvida, a escuta atenta da Palavra. Por um lado, Deus fala através dos textos Sagrados; por outro, o povo responde na escuta, acolhendo tal Palavra, impregnando assim da sabedoria divina. Para que o povo de Israel seja “propriedade exclusiva do Senhor, bem como um reino de sacerdotes e uma nação santa”, precisa escutar sua Voz e observar sua Aliança (Ex 19,5-6). A atitude mais digna do ser humano, perante seu Criador e Pai, sintetiza-se na escuta de sua Palavra. Esta requer ambiente de silêncio, recolhimento e abertura. Nosso Deus continua a falar a cada pessoa que escuta atentamente sua Palavra.
Os quatro passos: - A leitura divina é dividida em quatro passos: - leitura – meditação – oração – contemplação. A leitura orante da Bíblia procura a união com Deus, à meditação o encontra, a oração o invoca e a contemplação o saboreia. Tal método acende o desejo ardente do coração para Deus. Contemplar é rezar sem palavras. É tornar-se um com Deus. Há uma conexão interna das quatro fases. O principal objetivo da leitura orante é encontrar-se com Deus. Na Lectio Divina, a alma percorre um itinerário espiritual em direção a um encontro sempre mais profundo com Deus.
Ler a Palavra: - Há uma evolução lenta. Aos poucos se passa do ato de ler para escutar a Palavra. Assim, por exemplo, Moisés cumpre sua missão mediadora entre Deus e o povo, lendo a Palavra do Senhor, que estava escrita nas tábuas da Aliança (Ex 24,7). A Lei escrita em pergaminhos, passa a ser chamada de Escritura, que quer dizer exatamente isto: - Lei escrita para ser lida e proclamada. No Novo Testamento Jesus fala com pessoas que conhecem bem a Escritura: - “Nunca lestes o que fez Davi quando teve necessidade, e ele e os que o acompanhavam sentiram fome”? (Mc 2,25). Podemos ver nesta pergunta de Jesus já a origem da Lectio divina.
Meditar a Palavra: - Já nos primeiros séculos do cristianismo, a Igreja, através dos Monges, fez uma grande descoberta: é preciso meditar as Escrituras, ou seja, “ruminar”. A leitura orante leva à meditação. É aí que o cristão percebe a força transformadora da Palavra, assim ele vai formando a consciência reta e clara dos apelos de Deus para poder agir perante a maldade do mundo. Meditar é parar. É tirar tempo para perceber as novidades de Deus. Meditar é mais do que ler. È colocar o ouvido e o coração à escuta.
Rezar a Palavra: - Aquilo que é lido no Antigo Testamento encontra sua realização na vida e nos ensinamentos de Jesus. Os evangelhos constituem o coração de toda a Bíblia. Toda leitura orante tende a conduzir à oração. Rezar é, em primeiro lugar, um relacionamento amoroso e gratuito com Deus. A autêntica oração é sempre união com Deus. É sempre intimidade com o Criador. Os frutos da oração se manifestam ao longo da vida. A oração nos traz de novo a sensibilidade humana, muitas vezes, esquecida em nosso cotidiano. Quem reza também se compromete. Quem reza entende a dor e o sofrimento do outro. É impossível rezar e ficar de braços cruzados, sem perceber o sofrimento de tantos irmãos sofredores. A oração conduz a um apostolado fecundo.
Contemplar a Palavra: - É necessário contemplar a Palavra, isto é, o Verbo que se encarnou, o Filho de Deus feito Homem. São João nos diz: - “Nós contemplamos a Palavra da Vida” (1Jo 1,1). Quem contempla também vai se comprometer com os valores do Reino, vai sempre mais percebendo qual é a autêntica vontade de Deus sobre sua vida. A contemplação permite o discernimento em profundidade. O próprio Jesus manda examinar as Escrituras como fonte de vida: - “Examinai as Escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna; ora são elas que dão testemunho de mim” (Jo 5,39). O verbo “examinar” tem aqui o sentido de contemplar. A contemplação não tem nada de alucinação, desequilíbrio emocional ou até mesmo fanatismo. Não se pode forçar uma contemplação. Ela brota espontânea de uma atitude orante. Não basta pensar em Deus, é preciso unir-se sempre mais a ele. É através da contemplação que a pessoa encontra o equilíbrio interior e um estado de harmonia e paz. Neste espaço de Deus as feridas do coração vão sendo curadas. Na contemplação precisamos estar dispostos a nos assumir do jeito que somos diante de Deus. O ponto mais alto da ascese cristã é a contemplação.
Coração orante e contemplativo: - Eis o segredo de toda força missionária. A Lectio Divina é a base necessária de toda a vida cristã. A vida espiritual do cristão é a Sagrada Escritura lida, meditada, rezada e contemplada. Isso é compromisso de cada dia. A leitura orante não é exercício isolado do cristão, pois ele está em comunhão com toda a Igreja. Conforme Orígenes, o “cristão perfeito” é aquele que sabe ler as Escrituras. E no dizer de São Jerônimo, “desconhecer a Escritura é desconhecer Cristo”. Também Santo Ambrósio pede que a leitura da Palavra de Deus seja contínua e diária: - “Tenham, diariamente nas mãos a Sagrada Escritura, a fim de adquirir o conhecimento de cristo”.
Textos para oração:
- 2Timóteo 3,1-17: Toda a Escritura é inspirada por Deus.
- Atos 17,1-34: Os ensinamentos de Paulo a partir das Escrituras.
Pe. Agenor Girardi

SANTO DO DIA - SÃO NILO - 12 DE SETEMBRO





Neste dia mergulhamos na história de São Nilo, onde encontramos um exemplar cristão que viveu no sul da Itália e no fim do primeiro milênio. Nilo, chamado o Jovem, fazia parte de uma nobre família de origem grega, por isso foi considerado o último elo entre a cultura grega e a latina.
Era casado e funcionário do governo de Constantinopla, com o nascimento de uma filha, acabou viúvo e depois descobriu sua vocação à vida monástica, segundo a Regra de São Basílio. Após várias mudanças acabou se fixando em Monte Cassino, perto da famosa abadia beneditina.
Seu testemunho atraiu a muitos, tendo assim a felicidade de fundar vários mosteiros no Sul da Itália, com o cotidiano pautado pelo trabalho e oração. No trabalho, além da agricultura, transcrevia manuscritos antigos, introduziu um sistema taquigráfico (ítalo-grego) e compôs hinos sacros.
São Nilo realizou várias romarias aos túmulos dos santos Pedro e Paulo, aproveitando para enriquecer as bibliotecas de Roma, até que a pedido de Gregório, Nilo fundou um mosteiro em Grottaferrata, perto de Roma.
Este pacificador da política e guerras da época, teve grande importância para a história da Igreja, e na consolidação da vida monástica. Morreu com noventa e cinco anos de idade, no dia 25 de setembro de 1005.



São Nilo, rogai por nós!

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