WebRádio Trindade Santa

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

SÃO ZACARIAS E SANTA ISABEL - 05 DE NOVEMBRO


 

Neste dia recordamos a vida do casal que teve na Palavra de Deus o principal testemunho de sua santidade, já que eram os pais de João Batista, o precursor de Jesus Cristo. Pelo próprio relato bíblico descobrimos que viviam na aldeia de Ain-Karim e que tinham laços de parentesco com a Sagrada Família de Nazaré.

"Havia no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Ábias; a sua mulher pertencia à descendência de Aarão e se chamava Isabel" (Lc 1, 6).

Conta-nos o evangelista São Lucas que eram anciãos e não tinham filhos, o que acabava sendo vergonhoso e quase um castigo divino para a sociedade da época. Sendo assim recorreram à força da oração, por isso conseguiram a graça que superou as expectativas. Anunciado pelo Anjo Gabriel e assistido por Nossa Senhora nasceu João Batista; um menino com papel singular na História da Salvação da humanidade: "pois ele será grande perante o Senhor...e será repleto do Espírito Santo desde o seio de sua mãe (Santa Isabel). Ele reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus" (Lc1, 15s).

Depois do Salmo profético de São Zacarias, onde ele, repleto do Espírito Santo, profetizou a missão do filho, perdemos o contato com a vida do casal, que sem dúvida permaneceram fiéis ao Senhor até o fim de suas vidas. Assim, a Igreja, tanto do Oriente quanto do Ocidente, reconhecem o exemplo deste casal para todos os casais, já que "ambos eram justos diante de Deus e cumpriram todos os mandamentos e observâncias do Senhor" (Lc 1, 6).

                                              São Zacarias e Santa Isabel, rogai por nós! 

domingo, 4 de novembro de 2012

AS VESTES DO OLHAR


MENSAGEM DO  DIA..:"AS VESTES DO  OLHAR" 30/10
 
Um dia, um homem foi visitar seu amigo.
Ao entrar em sua casa, deparou-se com alguns objetos que o amigo havia separado para venda. Seus olhos se maravilharam com cada um deles, bebendo da sua beleza com assombro. Ficou abismado, contemplando-os.

O relógio pareceu, por alguns segundos, ter parado os ponteiros do tempo. Enquanto isso, a mente do amigo, a quem pertencia os objetos, mergulhava em lembranças, parecia repassar as páginas da sua vida recordando o momento em que adquirira cada um daqueles objetos.

Todos tinham sua história, seu valor, não estavam mortos como pensava, mas apenas adormecidos na memória. Aquele homem que entrara em sua casa, também seu amigo, o fizera reviver, resgatando o brilho do olhar, aquele mesmo brilho que acende a chama do coração e que é tão comum nas crianças.

Então, se deu conta de que o amigo que veio lhe visitar, ao contemplar a sua casa, a via com a novidade do olhar, tudo lhe era novo, belo. O que para ele não passava de cacarecos, para o amigo, encantava e seduzia. Percebeu que seu olhar estava acostumado, não via mais nada, tudo se transformara em lugar comum, passava por cada cômodo como passava por cada pessoa que compunha o mosaico da sua vida, com certa indiferença. Olhar batido de quem não mais se encanta, não se admira com a vida em suas mais variadas expressões.

Lembrou-se, então, do dia em que visitou um sebo. Seus dedos corriam admirados por entre as páginas dos velhos livros, que iam adquirindo força, vida, ante seus olhos enternecidos. Aqueles livros estavam mortos para os outros, mas vivos para ele, suas palavras faziam seu coração pulsar, engrandecer-se, a mente viajava, alimentava-se com novas paisagens. Idéias que para os outros estavam ultrapassadas, para ele eram recém descobertas, pareciam pães fresquinhos saídos da padaria.

Assim é cada pessoa, não precisa de uma nova vida, mas de novos olhos: para contemplar, para encantar-se, para encontrar-se, para amar. E quem dá novos olhos é o coração. Um coração receptivo, aberto e filial. Um coração que todos os dias se volta para Deus, Pai misericordioso, bondoso e amoroso. Deixando escapar dos lábios o Sim. O "Faça-se em mim segundo a tua palavra" Lc 1,38. Para, assim, a Palavra se fazer carne e habitar entre nós Jo 1,14.

Autor desconhecido

Um dia, um homem foi visitar seu amigo.
Ao entrar em sua casa, deparou-se com alguns objetos que o amigo havia separado para venda. Seus olhos se maravilharam com cada um deles, bebendo da sua beleza com assombro. Ficou abismado, contemplando-os.
O relógio pareceu, por alguns segundos, ter parado os ponteiros do tempo. Enquanto isso, a mente do amigo, a quem pertencia os objetos, mergulhava em lembranças, parecia repassar as páginas da sua vida recordando o momento em que adquirira cada um daqueles objetos.

Todos tinham sua história, seu valor, não estavam mortos como pensava, mas apenas adormecidos na memória. Aquele homem que entrara em sua casa, também seu amigo, o fizera reviver, resgatando o brilho do olhar, aquele mesmo brilho que acende a chama do coração e que é tão comum nas crianças.

Então, se deu conta de que o amigo que veio lhe visitar, ao contemplar a sua casa, a via com a novidade do olhar, tudo lhe era novo, belo. O que para ele não passava de cacarecos, para o amigo, encantava e seduzia. Percebeu que seu olhar estava acostumado, não via mais nada, tudo se transformara em lugar comum, passava por cada cômodo como passava por cada pessoa que compunha o mosaico da sua vida, com certa indiferença. Olhar batido de quem não mais se encanta, não se admira com a vida em suas mais variadas expressões.

Lembrou-se, então, do dia em que visitou um sebo. Seus dedos corriam admirados por entre as páginas dos velhos livros, que iam adquirindo força, vida, ante seus olhos enternecidos. Aqueles livros estavam mortos para os outros, mas vivos para ele, suas palavras faziam seu coração pulsar, engrandecer-se, a mente viajava, alimentava-se com novas paisagens. Idéias que para os outros estavam ultrapassadas, para ele eram recém descobertas, pareciam pães fresquinhos saídos da padaria.

Assim é cada pessoa, não precisa de uma nova vida, mas de novos olhos: para contemplar, para encantar-se, para encontrar-se, para amar. E quem dá novos olhos é o coração. Um coração receptivo, aberto e filial. Um coração que todos os dias se volta para Deus, Pai misericordioso, bondoso e amoroso. Deixando escapar dos lábios o Sim. O "Faça-se em mim segundo a tua palavra" Lc 1,38. Para, assim, a Palavra se fazer carne e habitar entre nós Jo 1,14.

EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 04/11/2012



O Sermão da Montanha

Mt 5,1-12a

Quando Jesus viu aquelas multidões, subiu um monte e sentou-se. Os seus discípulos chegaram perto dele, e ele começou a ensiná-los.
Jesus disse:
- Felizes as pessoas que sabem que são espiritualmente pobres, pois o Reino do Céu é delas.
- Felizes as pessoas que choram, pois Deus as consolará.
- Felizes as pessoas humildes, pois receberão o que Deus tem prometido.
- Felizes as pessoas que têm fome e sede de fazer a vontade de Deus, pois ele as deixará completamente satisfeitas.
- Felizes as pessoas que têm misericórdia dos outros, pois Deus terá misericórdia delas.
- Felizes as pessoas que têm o coração puro, pois elas verão a Deus.
- Felizes as pessoas que trabalham pela paz, pois Deus as tratará como seus filhos.
- Felizes as pessoas que sofrem perseguições por fazerem a vontade de Deus, pois o Reino do Céu é delas.
- Felizes são vocês quando os insultam, perseguem e dizem todo tipo de calúnia contra vocês por serem meus seguidores. Fiquem alegres e felizes, pois uma grande recompensa está guardada no céu para vocês.

SÃO CARLOS BORROMEU - 04 DE NOVEMBRO


 

Carlos, o segundo filho de Gilberto, nasceu em 2 de outubro de 1538. Menino ainda, revelou ótimo talento e uma inteligência rara. Ao lado destas qualidades, manifestou forte inclinação para a vida religiosa, pela piedade e o temor a Deus. Ainda criança, era seu prazer construir altares minúsculos, diante dos quais, em presença dos irmãos e companheiros de idade, imitava as funções sacerdotais que tinha observado na Igreja. O amor à oração e o aborrecimento aos divertimentos profanos, eram sinais mais positivos da vocação sacerdotal.

O ano de 1562 veio a Carlos com a graça do sacerdócio. No silêncio da meditação, lançou Carlos planos grandiosos para a reorganização da Igreja Católica. Estes todos se concentraram na ideia de concluir o Concílio de Trento. De fato, era o que a Igreja mais necessitava, como base e fundamento da renovação e consolidação da vida religiosa. Carlos, sem cessar, chamava a atenção do seu tio (que era Cardeal e foi eleito Papa, com o nome de Pio IV) para esta necessidade, reclamada por todos os amigos da Igreja. De fato, o Concílio se realizou, e Carlos quis ser o primeiro a executar as ordens da nova lei, ainda que por esta obediência tivesse de deixar sua posição para ocupar outra inferior. 

Carlos sabia muito bem que a caridade abre os corações também à religião. Por isto foi que grande parte de sua receita pertencia aos pobres, reservando ele para si só o indispensável. Heranças ou rendimentos que lhe vinham dos bens de família, distribuía-os entre os desvalidos. Tudo isto não aguenta comparação com as obras de caridade que o Arcebispo praticou, quando em 1569-1570, a fome e uma epidemia, semelhante à peste, invadiram a cidade de Milão. Não tendo mais o que dar, pedia ele próprio esmolas para os pobres e abria assim fontes de auxílio, que teriam ficado fechadas.

Quando, porém, em 1576, a cidade foi atingida pela peste, e o povo abandonado pelos poderes públicos, visto que ninguém se compadecia do povo, ainda procurava os pobres doentes dos quais ninguém lembrava, consolava-os e dava-lhes os santos sacramentos. Tendo-se esgotado todas as fontes de recurso, Carlos lançou mão de tudo o que possuía, para amenizar a triste sorte dos doentes. Mais de  cem sacerdotes tinham pago com a vida, na sua dedicação e serviço aos doentes. Deus conservava a vida do Arcebispo, e este se aproveitou da ocasião para dizer duras verdades aos ímpios e ricos esquecidos de Deus.

Gregório XIII, não só rejeitou as acusações infundados feitas ao Arcebispo, mas ainda recebeu Carlos Borromeu em Roma, com as mais altas distinções. Em resposta a este gesto do Papa, o governador de Milão, organizou no primeiro domingo da Quaresma de 1579, um indigno préstito carnavalesco pelas ruas de Milão, precisamente à hora da missa celebrada pelo Arcebispo. O mesmo governador, que tanta guerra ao Prelado movera, e tantas hostilidades contra São Carlos estimulara, no leito de morte reconheceu o erro e teve o consolo da assistência do santo Bispo na hora da agonia. Seu sucessor, Carlos de Aragão, duque de Terra Nova, viveu sempre em paz com a autoridade eclesiástica. O Arcebispo gozou deste período só dois anos.

Quando em outubro de 1584, como era de costume, se retirara para fazer os exercícios espirituais, teve fortes acessos de febre, aos quais não deu importância e dizia: “Um bom pastor de almas, deve saber suportar três febres, antes de se meter na cama”. Os acessos renovaram-se e consumiram as forças do Arcebispo. Ao receber os santos sacramentos, expirou aos 03 de novembro de 1584. Suas últimas palavras foram: “Eis Senhor, eu venho, vou já”. São Carlos Borromeu tinha alcançado a idade de 46 anos.

O Papa Paulo V, canonizou-o em 1610 e fixou-lhe a festa para o dia 04 de novembro.


                                              São Carlos Borromeu, rogai por nós!

sábado, 3 de novembro de 2012

EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 03/11/2012



Outra cura num sábado

Lc 14,1.7-11

Num sábado, Jesus entrou na casa de certo líder fariseu para tomar uma refeição. E as pessoas que estavam ali olhavam para Jesus com muita atenção. Um homem, com as pernas e os braços inchados, chegou perto dele. E Jesus perguntou aos mestres da Lei e aos fariseus:
- A nossa Lei permite curar no sábado ou não?
Mas eles não responderam nada. Então Jesus pegou o homem, curou-o e o mandou embora. Aí disse:
- Se um filho ou um boi de algum de vocês cair num poço, será que você não vai tirá-lo logo de lá, mesmo que isso aconteça num sábado? E eles não puderam responder.
Certa vez Jesus estava reparando como os convidados escolhiam os melhores lugares à mesa. Então fez esta comparação:
- Quando alguém convidá-lo para uma festa de casamento, não sente no melhor lugar. Porque pode ser que alguém mais importante tenha sido convidado. Então quem convidou você e o outro poderá dizer a você: "Dê esse lugar para este aqui." Aí você ficará envergonhado e terá de sentar-se no último lugar. Pelo contrário, quando você for convidado, sente-se no último lugar. Assim quem o convidou vai dizer a você: "Meu amigo, venha sentar-se aqui num lugar melhor." E isso será uma grande honra para você diante de todos os convidados. Porque quem se engrandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido.

FELIZES


mensagem do dia...:        Felizes
 
20/10

Felizes aqueles que diante de Deus são pobres:
a eles Deus dará o Reino.

Felizes aqueles que estão tristes:
Deus os consolará.

Felizes aqueles que não são violentos:
Deus lhes dará a terra prometida.

Felizes aqueles que desejam ardentemente aquilo que Deus quer: Deus atenderá os seus desejos.

Felizes aqueles que têm compaixão dos outros: Deus terá compaixão deles.

Felizes aqueles que são puros de coração:
esses verão a Deus.

Felizes aqueles que defendem a paz:
Deus os acolherá como filhos.

Felizes aqueles que são perseguidos:
a eles Deus dará o Reino.


Cf. Mt 5,3-10




Felizes aqueles que diante de Deus são pobres:
a eles Deus dará o Reino.

Felizes aqueles que estão tristes:
Deus os consolará.

Felizes aqueles que não são violentos:
Deus lhes dará a terra prometida.

Felizes aqueles que desejam ardentemente aquilo que Deus quer: Deus atenderá os seus desejos.

Felizes aqueles que têm compaixão dos outros: Deus terá compaixão deles.

Felizes aqueles que são puros de coração:
esses verão a Deus.

Felizes aqueles que defendem a paz:
Deus os acolherá como filhos.

Felizes aqueles que são perseguidos:
a eles Deus dará o Reino.


SÃO MARTINHO DE LIMA - 03 DE NOVEMBRO


 

Com alegria celebramos a santidade de vida de um santo do nosso chão latino-americano. São Martinho nasceu no Peru em 1579, filho de um conquistador espanhol com uma mulata panamenha.

Grande parte da sociedade de Lima não diferenciava tanto da nossa atual, pois sustentava a hipócrita postura do preconceito racial, por isso Martinho sofreu humilhações, por causa de sua pele escura. Aconteceu que São Martinho não foi reconhecido portador de sangue nobre, e nem precisava, porque educado de forma cristã pela mãe, descobriu com a vida que o "aspecto mais sublime da dignidade humana está na vocação do homem à comunhão com Deus" (Catecismo da Igreja Católica).

Com idade suficiente, São Martinho, homem cheio do Espírito Santo e de obras no Amor, conseguia servir a Cristo no próximo, primeiramente pela suas diversas profissões (barbeiro, dentista, ajudante de médico), e mais tarde amou Deus no outro e o outro em Deus, como irmão da Ordem Dominicana. Mendigo por amor aos mendigos, São Martinho de Porres, ou de Lima, destacou-se dentre tantos pela sua luta contra o Tentador e a tentação, além da humildade, piedade e caridade. Sendo assim, Deus pôde munir Martinho com muitos Carismas, como o de cura e milagres, sem que estes o orgulhasse e o impedisse de ir para o Céu, onde entrou em 1639.

                                                   São Martinho de Lima, rogai por nós!
 

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